‘Não me sinto feliz no Consórcio’, diz Volpi

Prefeito de Ribeirão conversou com o JNC sobre a saída da cidade da entidade e deixou claro que decisão está tomada

Paula Cabrera

Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra estão de malas prontas para deixar o Consórcio Intermunicipal do ABC. A justificativa é de que o caos financeiro e dívidas herdadas pelos seus antecessores teriam feito o prefeito de Ribeirão Pires, Clovis Volpi (PL), e o de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos) pensar em deixar de contribuir com a entidade. Ao JNC, no entanto, Volpi admitiu que as decisões tomadas pela entidade também teriam incomodado. Nessa semana, por exemplo, Volpi colocou em votação com os pais a decisão sobre o retorno às aulas. O Consórcio teria decidido pelo retorno em fevereiro, para escolas privadas e março para as municipais.

Nos bastidores, a informação é de que a aproximação de Paulinho Serra (PSDB) com desafetos dos prefeitos eleitos também teriam pesado. Neste mês, Gabriel Roncon (PTB) e Dedé da Folha foram nomeados na Prefeitura de Santo André. Akira Auriani (PSB), que concorreu com Claudinho em Rio Grande, foi nomeado para o Consórcio. Volpi não se pronunciou sobre o assunto.
O prefeito de Ribeirão e o presidente do Consórcio, Paulo Serra (PSDB), conversaram por telefone e o tucano teria, inclusive, proposto postergar pagamentos para Ribeirão. A mensalidade é de R$ 15 mil ao mês, mas a cidade ainda amargaria uma dívida de R$ 2 milhões de valores não pagos pela ex-prefeito de Ribeirão Kiko Teixeira (PSDB) com a entidade.

Claudinho da Geladeira também conversou com Serra sobre a situação financeira e a dificuldade de honrar os pagamentos ao Consórcio. O tucano buscará nos próximos dias um entendimento diplomático para que não haja a debandada dos dois municípios, mas a informação é de que a decisão estaria sacramentada. Volpi é atualmente vice-presidente da entidade e confirmou que está tranquilo com a decisão. “O presidente propôs uma renegociação, mas a medida de sair tem um cunho sério. Se efetivarmos a decisão, é algo simples chamarem uma nova eleição para um novo vice-presidente”, disse.