Clovis Volpi anuncia Amigão D’Orto como pré-candidato a vice em sua chapa

Ex-prefeito afirma que é preciso experiência e juventude para reconstruir a cidade após a pandemia

Paula Cabrera

Após meses de conversas e articulações, o ex-prefeito de Ribeirão Pires e pré-candidato, Clovis Volpi (PL), anunciou o vereador Amigão D’Orto (PSB) como pré-candidato a vice em sua chapa. A união dos grupos conta com amplo apoio para concorrer à Prefeitura de Ribeirão Pires.

Uma das figuras políticas mais queridas e experientes da região, Volpi já tem massivo apoio com nomes de peso, como os jovens deputados Thiago Auricchio (PL) e Caio França (PSB), e afirma que a reconstrução de Ribeirão Pires precisa de uma administração que une experiência e juventude.

Com a dobrada fechada com o vereador Amigão D’orto (PSB), que se destacou no trabalho feito em seu primeiro mandato como vereador, Volpi aproximou ainda de sua pré-candidatura figuras como o deputado estadual Caio França (PSB) e seu pai, o ex-governador e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Márcio França. Caio não poupa elogios à parceria fechada com Volpi.

O deputado Thiago Auricchio, que teve Volpi como um dos coordenadores de sua campanha, enalteceu a união com Amigão.

Bem-humorado, ele diz que construir e consolidar o arco de alianças em um ano em que reuniões e encontros estão praticamente proibidos não é tarefa fácil. “A pré-campanha em si deu uma assentada e aí leva a vantagem o candidato que tem um arco de alianças maior e que tem a máquina na mão. Mas temos conseguido um apoio maciço de boa parte dos vereadores (são 8 no total) e partidos como o PL, PSB, PATRIOTAS, PTC E PROS”, enumera.

A chapa de Volpi deve trazer o apoio de 8 dos atuais 17 vereadores de Ribeirão Pires. Estão com ele os parlamentares: seu filho Guto Volpi (PL), Rubão Fernandes (PSD), Paulo César Ferreira (PL), Danilo Afonso de Carvalho (PSB), Alsemo Martins Pereira (PR), Rogério Paulo Luiz (PSB), José Nelson Paixão (Patriotas) e Amigão D’orto (PSB), que deverá ser vice na chapa. “O prefeito já não tem a maioria. Qualquer votação de 2/3 é preciso negociar com a nossa base. Claro que fazemos uma oposição consciente. Pensamos no melhor para a cidade, sempre”, diz Volpi.

Os 8 vereadores, aliás, demonstraram na última semana descontentamento com a gestão de Adler Kiko Teixeira (PSDB) na demora de elaborar um plano para a reabertura econômica da cidade. “Nossos vereadores foram pioneiros em elaborar esse plano, que é fundamental para que a cidade possa reabrir seus comércios com segurança. Falta pulso ao atual governo na maneira como lidera questões vitais sobre a pandemia”, afirma.

Outra crítica ácida feita à atual gestão recai nas dificuldades de fiscalizar gastos da administração municipal, firmados para combater o coronavírus. Com o estado de calamidade, prefeituras podem fechar contratos sem a necessidade de licitações. Ribeirão Pires foi uma das cidades que entrou na lista do TCE – Tribunal de Contas do Estado, por não ter um portal de transparência que permita acesso a todas as despesas praticadas pela Prefeitura. “Entre os acordos, há uma empresa de contratação de som e entrou no pagamento do hospital de campanha. O portal de transparência não diz o serviço prestado, mas se for analisar, parece empenho de serviços anteriores. É uma temeridade. Será necessário avaliar isso em 2021”, diz ele. Volpi completa que, por conta da pandemia, é fundamental eleger prefeitos com experiência na administração pública, para garantir que a cidade não entre em uma recessão econômica ainda pior.

“Prefeituras com grau de custeio alto sofrerão muito nos próximos três anos. Tenho uma estratégia para tentar baixar o custeio e preservar receita, que é jogar os números para a margem de oito anos atrás, quando começou a crise econômica. É preciso enxugar a máquina e cortar gastos desnecessários”, diz.

Ele afirma que hoje Ribeirão Pires tem cerca de 400 cargos comissionados e 21 secretários e planeja reduzir esses números.”

São R$ 2,5 milhões por mês com comissionados e gratificações, que em 4 anos somarão perto de R$ 122 milhões. A expectativa é reduzir as 21 secretarias atuais para, no máximo, 12 e diminuir os comissionados para 120 pessoas, no máximo. Com isso poderemos reduzir o custeio da máquina em 50%. Essa economia será investida na saúde e na zeladoria da cidade”, diz.