Prefeituráveis atacam gestão de Atila em primeiro debate

Sem prefeito presente, candidatos condenaram descaso da cidade e falta de parcerias com governos

Paula Cabrera com agências

O debate à Prefeitura de Mauá, transmitido pelo UOL, em parceria com a TVT e a Rádio Brasil Atual, foi um palco para que os rivais minassem o governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que preferiu não participar do programa neste primeiro turno.
Participaram do debate André Sapanos (PSOL), Donisete Braga (PDT), Juiz João (PSD), Marcelo Oliveira (PT), Professor Betinho (PSL) e Ronaldo Pedrosa (PP). Todos criticaram o descaso com a cidade e a falta de repasses dos governos estaduais e federais e lembraram que Atila enfrentou um mandato complicado, com duas prisões, uma série de denúncias sobre supostos superfaturamentos de contratos e até mesmo uma cassação na Câmara Municipal.

Atila Jacomussi (PSB), Zé Lourencini (PSDB) e Vanessa Damo (MDB) foram convidados para o debate, mas optaram por não participar.
Os repasses de verbas federais e estaduais foram o principal tema da noite.
“Vamos ter bom relacionamento com o governo do estado, porque tanto o governo depende da gente como o município depende do governo do estado. Precisamos captar recursos”, disse o candidato Ronaldo Pedrosa (PP).
Já Professor Betinho (PSL) falou em cobrança com as demais esferas de governo. “A gente perdeu muito recurso com o toma lá, dá cá. Não temos técnicos em Mauá para fazer os projetos e trazer recursos para nossa cidade. Vou cobrar esse papel da prefeitura.”
Marcelo Oliveira lembrou que nos govrntos do PT, Mauá avançou justamente com respaldo das parcerias com o governo Federal, que tem sido escanteado na gestão de Atila. “Foi o governo que mais enviou recurso [para Mauá]. Iremos cobrar”, disse. Já o Juiz João Veríssimo defendeu conversar “com quem quer que seja”, lembrando que seu partido, integrante do centrão, tem bom trânsito entre as esferas estadual e federal.
Outro ponto de polêmica foi a questão habitacional. Os candidatos atacaram as recorrentes invasões de terra na região, devido à falta de regularização. Principalmente nas proximidades da Gruta Santa Luzia, na Jacu Pêssego e na Vila Real.
“É uma das áreas mais problemáticas de Mauá”, criticou o Professor Betinho (PSL). “Holambra é conhecida como terra das flores, e Mauá é conhecida como a cidade da sub-habitação e da invasão, que são estimuladas pelo governo.” O candidato propõe transformar terrenos públicos em loteamentos populares.
“Em quatro anos do atual governo, não entregou nenhuma casa. Se as pessoas ocupam áreas públicas, é por incompetência do prefeito Atila”, disse Donisete Braga (PDT).
Com clima ameno entre os participantes, os ataques foram todos direcionados ao prefeito. “Mauá sofre demais, o prefeito foi preso duas vezes por corrupção. A Câmara Municipal é investigada por vários delitos. Mauá precisa das pessoas de bem”, criticou o candidato Juiz João, fazendo referência a Jacomussi ter sido preso em operações da Polícia Federal, suspeito de desviar verbas da merenda escolar.
Marcelo ainda alfinetou o fato de Atila ter fugido do debate na noite de ontem.
“Além de preso duas vezes, o prefeito é fugitivo, pois não quis participar deste debate”, disse Marcelo Oliveira (PT).