13 vereadores de Mauá trocam de partido em janela partidária

Paula Cabrera

Mais da metade dos vereadores de Mauá trocou de partido na janela partidária. Conforme adiantado pelo JNC, dos 23 vereadores, 13 (56%) aproveitou para pular para outra legenda neste mês, sem perder o mandato , para concorrer às eleições deste ano.
Entre as surpresas, estão o vereador Adelto Cachorrão, que fechou a filiação com o Republicanos, e Cincinato Freire e Ivan, que nas horas finais do prazo, se filiaram ao PSB, até sexta, o nome dos dois era ventilado como certo no PCdoB, mas a sigla teria tido problemas com a Justiça Eleitoral que poderiam invalidar as candidaturas. Também fechou com o PSB Ricardinho da Enfermagem, tido como nome forte para ser vice de Atila Jacomussi (PSB) numa possível chapa pura.
O vereador Pastor José trocou o PSDB pelo Avante e também causou estranheza, já que o partido de Chiquinho do Zaíra, havia pedido aos eleitos Cachorrão e Ivan para buscarem outra legenda.
Jotão também migrou para o SD, de Neycar, após o PSDB também anunciar que não daria legenda aos vereadores eleitos (Jotão e Pastor José).
Fernando Rubinelli confirmou a adesão ao PTB, sigla comandada pelo pai, Wagner Rubinelli, e que contará com a coligação do Republicanos, de Cachorrão e Gil Miranda.
Campeão de votos, Tchacabum fechou filiação com o PDT. Já Severino do MSTU preferiu o PL, de Betinho Dragões.
Sinvaldo Carteiro e Professor Betinho saíram do DC para o PSL.
Irmão Ozelito trocou o SD pelo PSC de olho numa vaga para candidato à Prefeitura. Chico do Judô deixou o Patriotas por não querer apoiar a reeleição de Atila. Ele fechou com o PSD do Juiz João Veríssimo para se candidatar à reeleição de vereador.

Nomes velhos de guerra
Apesar de ter pedido a legenda para atuais vereadores, o PSDB filiou nomes velhos conhecidos da cidade numa chapa bastante robusta.
Fecharam com a sigla Edgar Grecco, Diniz Lopes, Otávio Godoy e Eugênio Rufino, todos vereadores por mais de um mandato na cidade.

As mudanças acontecem porque a partir de 2020 os partidos não poderão mais fazer coligações partidárias nas eleições para vereadores. As siglas poderão se juntar somente na eleição majoritária (prefeito), devendo concorrer isoladamente nas eleições proporcionais (vereadores). Os votos de todos candidatos e legendas da coligação eram somados conjuntamente. Assim, eram as coligações, e não os partidos individualmente, que conquistavam vagas no Legislativo. Isso acabava com as chances de um vereador com pouca votação assumir uma cadeira pelo coeficiente eleitoral da coligação, o chamado de “efeito Tiririca”.

Pelo sistema divide-se o número de votos válidos registrados pela quantidade de vagas a serem preenchidas. Assim, as coligações com mais votos conseguiam
As cadeiras. Agora, cada partido precisa alcançar esse número sozinho. A ideia é de dar chances iguais aos oponentes.