Sem vagas de UTI no Nardini, Rio Grande da Serra fecha parceria com Santo André

Cidade mandará pacientes mais graves para hospitais de campanha andreenses

Paula Cabrera

A dificuldade em conseguir leitos de UTI no Hospital Nardini levou a Prefeitura de Rio Grande da Serra a firmar um acordo com a administração do prefeito Paulo Serra (PSDB) para transferir pacientes graves para os hospitais de campanha de Santo André.
Apesar de a administração do prefeito Atila Jacomussi (PSB) garantir que a cidade não está frente a um colapso, pacientes de Rio Grande teriam já recebido negativas para leitos do Nardini, causando transferência para os hospitais de campanha da capital Paulista. Na última semana, como o JNC denunciou, duas pacientes morreram na cidade possivelmente por falta de acomodações de emergência.
Com a situação já chegando no limite, Rio Grande da Serra e Santo André assinaram um acordo há pouco mais de duas semanas para que e os pacientes que necessitam de internação sejam atendidos nos dois hospitais de campanha montados em Santo André, no Complexo Pedro Dell’Antonia e no Estádio Bruno Daniel. A informação foi confirmada pelas duas cidades.

Mauá nega falta de leitos
Duas pacientes que estavam internadas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá, em Mauá, morreram com menos de sete dias de diferença. Nos dois casos, o pedido de transferência para UTI fdo Nardini não foi atendido. Márcia Vitorino, 66 anos e Regineia Pereira de Castro Ferreira, 47, morreram aguardando vagas. Nos dois casos, as pacientes tinham diabetes e receberam hidroxicloroquina para combatera doença.
Familiares de Regineia divulgaram gravação de conversa com o médico em que o profissional frisa a necessidade de a paciente ser transferida para “leito de UTI Covid” e que precisava ser para hospital como o Nardini, e não hospital de campanha, que, segundo o profissional seria “uma enfermaria” e que não atenderia as necessidades para casos graves.
Procurada, a administração do prefeito Atila Jacomussi diz que o “Nardini é regulado pelo CROSS (Centro de Regulação de Vagas), ele tem trabalhado, em alguns dias, em seu limite”.