Oratório e Vila Bocaina estão há dois dias sem água

Paula Cabrera

As torneiras estão secas há pelo menos dois dias em alguns bairros de Mauá. As principais reclamações acontecem no Jardim Oratório e na Vila Bocaina, que não conseguiram informações sobre o que pode ter causado problemas. Segundo a Sama, a Vila Bocaina teve um problema na Rua Braz Cubas, com três vazamentos seguidos. “Trata-se de uma rede muito antiga. A previsão para o reabastecimento é nas próximas horas”. Já Quanto ao Oratório, foi identificada uma ocupação irregular, em área da Dersa, onde as escavações para as construções atingiram uma rede de água que atende as regiões dos bairros Sônia e Silva Maria e parte do Oratório. Os reparos foram feitos em uma obra emergencial. Foi realizado boletim de ocorrência para responsabilização dos envolvidos. O abastecimento no Sônia e Silva Maria já está regularizado, mas parte do Oratório ainda não normalizou por completo. “Além de direcionamentos, o abastecimento suplementar por caminhões pipa está sendo realizado”, completa a Sama.
As reclamações nas mídias sociais aumentaram, exponencialmente, nesta tarde. Moradores da Vila Bocaina relatam desabastecimento total de condomínios por conta do problema. A falta constante tem motivado revolta em todos os bairros. É comum que, em algum momento do dia, haja escassez do recurso.
O vereador Fernando Rubinelli (PTB) protocolou pedido no MP (Ministério Público) solicitando providências da Prefeitura para garantir o acesso à água nas torneiras. “É um absurdo. O povo recebe água só na madrugada, por poucas horas. Passa o dia inteiro sem água, não pode nem lavar as mãos, que é uma recomendação básica da Organização Mundial de Saúde”, diz ele. A proposta foi aceita pelo MP e deve ser fiscalizada de perto pela Promotoria dentro das ações de combate ao avanço do covid-19 na cidade.
As cobranças dos vereadores, aliás, é constante nas redes sociais. O contrato entre Prefeitura de Mauá e Sabesp (Companhia de Saneamento de SP) deveria ter saído do papel no início deste ano, mas mesmo após a administração do prefeito Atila Jacomussi (PSB) aceitar abrir mão de investimentos de R$ 332 milhões, ainda patina e segue sem data para ser assinado.
A situação tem causado revolta de boa parte dos vereadores, que recebem críticas diárias por falta de água, em tempos que a higienização constante é fundamental. “O povo não tem água para lavar as mãos, é um absurdo”, reclama Professor Betinho (PSL) em um dos vídeos sobre o tema divulgados em sua página.
Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico), a falta de água de Mauá está diretamente ligada à falta de infraestrutura das redes. Atualmente, a cidade perde cerca de metade da água é perdida por conta da má qualidade da tubulação da cidade.