Comissão de Finanças dá parecer pela rejeição das contas de Atila

Ex-prefeito articula para aprovar demanda dos gastos de 2017, mas precisa de 16 votos para reverter situação

Paula Cabrera

A comissão de Finanças da Câmara de Mauá confirmou seu parecer para a rejeição das contas do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), referentes ao exercício de 2017, primeiro ano de mandato do socialista. O socialista já tinha tido as contas rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) no final do ano passado. Integrantes da comissão de Finanças, Leonardo Alves (PSDB) e Eugênio Rufino (PSDB) votaram para acompanhar o Tribunal, já Admir Jacomussi (Patriotas), pai de Atila e integrante da comissão, votou para rejeitar o parecer.
Com isso, as contas devem ser colocadas em votação no plenário ainda neste mês. O relator, Leonardo Alves, confirmou que está com os documentos para emitir seu parecer. “O TCE emitiu parecer para rejeição das contas pelo endividamento da cidade do ano e também por uma série de questões técnicas e legais. Fomos muito minucioso nesse estudo e na decisão”, disse o vereador ao JNC.
Com a decisão da comissão, Atila precisa de 16 votos (dois terços do total de vereadores) para reverter o parecer.
Nos bastidores, a aprovação das finanças do socialista tem sido discutida com parlamentares que devem se encaminhar para sua aprovação. Atila teria seis votos confirmados, mas segue costurando a aprovação nos bastidores. Muito vereadores eleitos pela base de Atila se sentem no dever de apoiá-lo na aprovação e, assim, abrir caminho para que o ainda socialista participe das eleições no ano que vem.
Segundo o relator das contas no TCE, conselheiro Samy Wurman, houve “expressivo déficit orçamentário”, na ordem de 32%, “demonstrando que o orçamento foi superestimado”. Ele alertou que a administração Atila, a despeito de vislumbrar problemas de arrecadação – a peça foi formulada na gestão do ex-prefeito Donisete Braga, o governo não teria adotado mecanismos de contenção de despesas ou limitação de empenho financeiro. Os investimentos com educação também teriam ficado abaixo do previsto.