Mauá teria morte suspeita de COVID-19 no Parque São Vicente

Paula Cabrera

A notícia de uma suposta morte por coronavírus, no Parque São Vicente, viralizou nas mídias sociais na tarde deste sábado(28/3). O JNC teve acesso ao caso ainda na manhã de hoje, mas aguardou posicionamento sobre a informação pela Prefeitura, que explicou que o caso ainda não entrou nas estatísticas oficiais de combate à pandemia, mas que deve ser investigado como morte suspeita, mas confirma que a testagem agora é padrão por conta da pandemia. Segundo a administração, todos os casos suspeitos em pessoas da idade de risco são monitorados pela saúde municipal, esse caso, no entanto, não estava na listagem.
A mensagem da morte suspeita teria chego por volta das 6h no grupo do condomínio e dava conta que um senhor de 67 anos, pai de um morador do prédio, faleceu em condições suspeitas, em casa. Segundo informações, o SAMU (Serviço de Atendimento de Emergência) chegou a fazer um primeiro atendimento, onde colheu exames para confirmar o diagnóstico, mas lacrou o corpo sob suspeita da infecção. O filho da vítima explicou, no entanto, que o senhor já demonstrava sinais de não estar bem de Saúde há um tempo.
Segundo o filho da vítima, ele teria recebido um primeiro atendimento na UPA Vila Assis, onde teria recebido a informação sobre a possibilidade da contaminação, mas não teria sido testado, apenas orientado a permanecer em quarentena. Os sintomas, no entanto, não envolviam dificuldade respiratória.
O corpo teria sido retirado o prédio no início da tarde e o enterro realizado ainda neste sábado. A família segue em quarentena. Segundo orientação da Samu, o teste para confirmar o covid-19 pode levar até 10 dias para sair.

Outro caso
Há ainda um possível outro caso no bairro. Uma mulher, de 41 anos, divulgou uma postagem, com mais de 500 compartilhamentos no facebook, em que afirmava que estava em isolamento há quatro dias, com o coronavírus, mas que não pode realizar o exame na rede municipal – que teria dito que a orientação era a de realizar o teste apenas em casos graves.
Ela reclamava de muito cansaço e indisposição e dizia ter tomado mais de cinco cartelas de dipirona e paracetamol para combater a febre e o mal-estar, sem sucesso. Após a repercussão, ela excluiu o post.
Sobre os testes, a Prefeitura informou que receberá nova remessa após contrapartida de R$ 300 mil do Ministério Público. Não há informações sobre prazo para receber os exames, no entanto.