Márcio Chaves confirma que vírus está mais letal e perigoso

Secretário de Saúde de Santo André afirma que cidade terá 50 novos leitos exclusivos para covid-19

Paula Cabrera

O ABC deve receber 110 novos leitos para tratamento da covid-19 nos próximos dias. A verba para aquisição dos equipamentos foi liberada pelo governo do Estado e será dividida para leitos de UTI em Santo André (50), Diadema (20), São Caetano (30) e Ribeirão Pires (10). A expectativa é de que os equipamentos estejam disponíveis em, no máximo, 15 dias. “Já comecei a mobilização e a implantação será gradativa nos próximos 15 dias”, disse Chaves.

Ele explicou que Santo André prepara uma nova ofensiva para frear a disseminação. A ideia é que os novos leitos sejam montados no HCM (Centro Hospitalar do Município de Santo André) e os pacientes em atendimento no local serão direcionados para a UPA Perimetral.”

À medida que você amplia leitos, perde para outras patologias os leitos de clínica médica. Por isso vamos direcionar esses pacientes para a UPA Perimetral, para abrir um novo andar no HCM”, disse Chaves.

O secretário explica que a cidade também se prepara para ampliar leitos de enfermaria, pois a doença requer que após a saída da UTI, o paciente continue em atendimento hospitalar. “Aqui teremos mais 50 leitos no HCM. Vou ampliar 50 leitos de enfermaria também, mas será dividido em UPAs e hospital de campanha. O paciente que sai da UTI não vai para casa; ele volta para a enfermaria e segue ali por mais alguns dias.”

Questionado sobre a rapidez em que os hospitais de toda a região aumentaram o número de internações, o secretário afirma que acredita que as novas variantes do vírus já possuem transmissão comunitária. “Essa onda é mais letal e mais agressiva. O paciente ficava 5 dias de tratamento – agora são 10 dias e vai pra UTI. Não tem renovação de leitos. Na UTI são mais 14 dias. A transmissão ocupa os leitos de enfermaria e não há rotatividade nos leitos de UTI. Vai ter número maior de mortes se não voltarmos ao isolamento total.” Por fim, o secretário afirma que apenas a restrição total será suficiente para conter e diminuir índices. “Hoje tenho 300 pessoas na enfermaria. O máximo que tive, no pior momento, foi 150, ou seja, já dobrei a taxa de ocupação. A fase vermelha é para conter o espalhamento do vírus. O ideal seria o lockdown e a vacinação em massa. Essa é a solução eficaz.”