Mauá perde merendeira para o covid-19; Sindicato cobra testagem em massa

Sindserv diz que há clima de incerteza entre profissionais da Saúde e pede ampliação de exames

Paula Cabrera

Mauá perdeu mais uma servidora na luta contra o coronavírus. A merendeira Edna Lima Almeida, 69 anos, servidora há mais de 15 anos e que atuava na Escola Municipal Professora Therezinha Leardini Branco morreu nesta quinta-feira (14/5). Ela estava internada em razão da Covid-19.
O Sindserv (Sindicato dos Servidores) de Mauá lamentou a morte e reforçou que a entidade tem sido incansável na fiscalização das condições de trabalho dos servidores públicos que estão na linha de frente contra a pandemia e na cobrança de ampliaçãode testagem entre os servidores. Mauá já perdeu um médico, dois coordenadores da SSU (Secretaria de Serviços Urbanos) e agora a merendeira. Segundo boletim do prefeito Atila Jacomussi (PSB), nesta sexta-feira (15/5) são 250 servidores da Saúde afastados com suspeita de contaminação.
Em nota, a Prefeitura confirmou “que todos os profissionais da area da Educação foram afastados ainda no final de março, inclusive as merendeiras”.
Questionada sobre a falta de testagem nos profissionais da linha de frente à pandemia, conforme orientação do Ministério da Saúde, a Prefeitura afirmou que “recebeu os testes do Governo do Estado e ainda não chegou os do Ministério da Saúde (Governo Federal). Recebemos, portanto, 3200 testes que já foram encaminhamos aos profissionais com quadro gripal, são os testes rápidos ou PCRs, também chamados de Swab de nasofarínge”.
Diretor Executivo do Sindserv, Marcelo Órfão diz que o sindicato tem cobrado a ampliação da aplicação dos testes, como outras cidades da região tem feito, pois o clima entre os profissionais é de incertezas e instabilidade. “É preciso uma atenção além de bônus salariais aos servidores da linha de frente, bem como de amparo à municipalidade. Afinal, grande parte dos profissionais são munícipes. Mauá é uma cidade dormitório e muita gente trabalha em cidades que são epicentros de contaminação na região, como São Bernardo e a própria capital e acaba se utilizando da estrutura do município quando adoecem. Isso, de certa forma, sobrecarrega os profissionais de saúde do município”, diz ele.