Sargento Simões desponta como um dos favoritos para assumir cadeira na Câmara

Pré-candidato pelo Podemos, ele encabeça liderança na área de segurança na chapa do Juiz João Veríssimo

Se você mora em Mauá há algum tempo, provavelmente já ouviu o nome de Anderson Alves Simões, o Sargento Simões, em algum momento. Gestor em segurança pública e privada e sargento reformado da Polícia Militar, foi responsável direto por indicar mais de 1.000 pais de família, por meio de parceiras com a iniciativa privada.

Neste ano, ele aceitou o convite para participar da corrida eleitoral ao lado do Juiz João Veríssimo, pré-candidato à Prefeitura de Mauá pelo PSD.

Filiado ao Podemos, partido de primeira linha na aliança com Veríssimo, Simões aparece na disputa como um dos mais cotados para conquistar uma cadeira na acirrada corrida pelas vagas no Legislativo.

Simões diz que a decisão de participar dessas eleições partiu diretamente da sua insatisfação com o momento político vivido pela cidade de Mauá. “É muito triste para a cidade. Mauá virou notícia no Jornal Nacional. E isso é uma vergonha para o munícipe. O empresário, o empreendedor que vem aqui e quer trazer um aporte para montar uma empresa, já pensa: ‘é uma cidade corrupta’. E ele não vai querer estar no meio da corrupção. A corrupção empobrece não só as pessoas menos favorecidas. Ela empobrece a todos nós, em todos os sentidos”, diz o sargento.

A liderança de Sargento Simões é fundamental para ajudar o Juiz João nessa largada, já que esta será a primeira vez que ele concorre a um cargo público. Para o Sargento Simões, a parceria nasceu de diferentes afinidades, principalmente a busca por renovação política na cidade. “Me identifico com ele em muitas coisas. O dia que tomei posse na Polícia Militar foi o mesmo dia que ele tomou posse como juiz. Achei muito interessante termos essa data tão importante, para os dois, em comum. Prego a renovação política há muito tempo e vamos pra cima para tentar trazê-la para Mauá em 2020”, diz ele.

Morador de Mauá há mais de 40 anos, casado e pai de dois filhos, Simões é ainda figura carismática, capaz de aproximar qualquer um ao seu grupo em pouco tempo. Ele explica que as dificuldades que passou ao chegar em Mauá e construir sua vida aqui o ensinaram a respeitar a todos, sempre. “Moro em Mauá há mais de 40 anos e nessa cidade chegamos sem nada e fomos construindo aos poucos. Vendi cachorro-quente, fui motorista, motoboy, segurança. Trabalhei com tudo o que se pode imaginar até chegar na Polícia Militar em 1993. Ali me encontrei e trilhei toda a minha carreira, até chegar a sargento. Sou hoje a mesma pessoa de quando cheguei aqui. Por isso sempre respeito todos e trato todos sem distinção”, diz ele.

Simões diz que ainda hoje é apaixonado pela carreira militar e que essa sempre será sua carreira dos sonhos. Para ele, o cargo de vereador é fundamental para garantir a mais crianças acesso à educação e segurança para que eles também possam realizar seus sonhos. “Mauá é uma cidade de gente trabalhadora, mas muito sofrida. Eu quero fazer uma nova política, para que possa melhorar a vida das pessoas. Se combatermos a corrupção, com certeza sobrará mais dinheiro para comprar merenda de qualidade para as crianças, para a educação, para a segurança, para o transporte”, diz.

Simões afirma ainda que sua parceria com João Veríssimo garante uma postura independente, caso seja eleito. Para ele, o mais importante é pensar naquilo que será melhor para a cidade. “Eu quero ser um vereador independente, um vereador que vai votar naquilo que é bom para a cidade, mesmo se o prefeito achar que não é. Meu voto vai valer por cada cidadão que me apoiou. É a opinião deles que deve ser ouvida e respeitada”, afirma.

Entre as propostas que deve encabeçar na Câmara Municipal, o sargento reformado conclui que terá um gabinete aberto para ouvir o povo e poder formular pedidos com base nas necessidades das pessoas. “Nunca prometi aquilo que eu não posso cumprir, não só em campanha, mas na minha vida. Eu não assumo compromisso que eu não posso honrar. Isso pra mim é fundamental”, conclui.