Vacinação para crianças pode começar na próxima semana

Previsão é de que imunizante chegue na quinta-feira e já comece a ser distribuído

Das agências

O Ministério da Saúde autorizou nesta quarta-feira (5/1), a aplicação da vacina contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, sem exigência de prescrição médica. O intervalo da aplicação das duas doses pediátricas será de 8 semanas e a imunização está prevista para começar a partir da próxima semana.
Segundo o ministério, o primeiro lote de vacinas pediátricas deve chegar ao país no próximo dia 13. A distribuição aos estados começará a ser feita no dia seguinte – o que permitiria o início da vacinação nos municípios entre os dias 14 e 15 deste mês.
O calendário prevê vacinação por faixa etária, de forma decrescente, com prioridade para crianças com comorbidades ou deficiências permanentes.
A previsão é de que 3,7 milhões de doses pediátricas da vacina da Pfizer cheguem ainda neste mês e as demais unidades até março. Ao todo, o governo estima em 20 milhões o número de crianças nesta faixa etária.
“Não é o grupo que tem maior mortalidade, mas toda a vida é importante, principalmente das nossas crianças”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o anúncio, na sede da pasta.
A vacinação infantil já havia recebido aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) há 20 dias.
Mesmo não exigindo a prescrição, o Ministério da Saúde orienta que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização. A assinatura de uma autorização dos pais será exigida apenas no caso de o responsável não estar presente no ato de vacinação.
A decisão de não exigir prescrição médica vai ao encontro do que era defendido pelos conselhos nacionais de secretarias estaduais de saúde (Conass) e secretarias municipais de saúde (Conasems), além da maioria dos que participaram de consulta pública aberta pela pasta.
Segundo a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid, Rosana Leite de Melo, a decisão de prever um intervalo obrigatório de oito semanas entre as doses tem o objetivo de aumentar a produção de anticorpos nesse período.
“Todos sabem que os estudos demonstraram, principalmente em adultos, que em intervalo maior de três semanas há uma maior produção dos anticorpos neutralizantes. Ou seja, nós temos um benefício maior. E se nós não estamos em um cenário epidemiológico onde haja uma necessidade premente de se completar o esquema vacinal primário, é muito melhor para qualquer indivíduo que esse intervalo se amplie”, afirmou.