Região quer doses extras para imunizar profissionais da educação

Consórcio deve discutir tema logo após início da vacinação no grupo prioritário

Paula Cabrera

As sete cidades da região analisam a possibilidade de adiantar a vacinação para os profissionais da Educação. Segundo a Prefeitura de Santo André, o assunto deverá estar na pauta do Consórcio assim que as vacinas estiverem disponíveis e logo após a primeira fase de vacinação prevista para começar em 25 de janeiro em todo o Estado de SP.
De acordo com a administração de Paulo Serra (PSDB), atual presidente do Consórcio Intermunicipal, “após essa primeira fase de campanha, Santo André e os demais municípios do ABC, por meio do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, vão avaliar a possibilidade de compra extra de doses para priorizar os profissionais da educação. Essa avaliação será feita levando em conta quais vacinas estarão aprovadas e disponíveis no mercado para aquisição”. O JNC questionou o governo do Estado sobre a segunda fase de vacinação em SP – que deve incluir doentes crônicos, profissionais da educação e da segurança- mas a gestão de João Doria ainda não tem data para divulgar a informação. Neste momento, São Paulo dispõe apenas de 18 milhões de doses, o suficiente para duas aplicações no grupo prioritário.
Ribeirão Pires e São Caetano já se adiantaram e pediram doses extras ao Butantan. São Caetano aguarda 180 mil vacinas, para imunizar toda população maior de 18 anos. Já a gestão de Clovis Volpi (PL) espera 30 mil doses para os profissionais da Educação. Mauá e São Bernardo não responderam sobre possíveis negociações para compras extras de doses.
Santo André afirma que seguirá o plano estadual e nacional de imunização quanto aos protocolos e público-alvo. “No momento, o município aguarda a definição sobre a quantidade de doses que serão disponibilizadas. A Prefeitura está preparada para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem”, conclui a nota.