Morre Mauro Rocha, ex-servidor da Prefeitura de Mauá

Mauro protagonizou brigas no governo de Donisete e foi um dos responsáveis por pedir investigação no Gaeco contra o então prefeito

Paula Cabrera

O ex-servidor público de Mauá, Mauro Rocha Macedo, morreu nesta segunda-feira (29/6) vítima de consequências de agravamento de quadro após contrair covid-19. Mauro ganhou fama durante o mandato do ex-prefeito Donisete Braga (PDT), onde protagonizou uma série de brigas contra o ex-vice prefeito e então secretário de Mobilidade Urbana, Paulo Eugenio Pereira (PT), a quem culpou por sua demissão de diretor de departamento do órgão. Ele foi processado por danos morais e condenado a pagar indenização de R$ 10 mil para o petista. Paulo Eugenio argumentou no processo que o ex-funcionário proferiu ataques contra ele nas redes sociais. Mauro foi condenado a pagar R$ 10 mil a título de indenização.
O ex-servidor foi ainda responsável por um dos pedidos de investigação contra o governo de Donisete, que culminou na operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na Prefeitura de Mauá durante o governo do pedetista.
Mauro estava internado desde meio de maio, no hospital de campanha do Ibirapuera. Em vídeo, gravado no dia 18 do mês passado, ele reclama do atendimento prestado no local e repete, diversas vezes, estar com medo. “Estou aqui, internado no hospital de campanha do Ibirapuera, parece que eles estão nos adoecendo de propósito. Muito gelado, muita dificuldade respiratória e pedi auxílio para uma enfermeira e ela colocou o soro de qualquer jeito, acabei engasgando, passando mal. Estou com muito medo”, afirma.

Em texto no início da noite, a filha de Mauro explicou que o pai já havia se recuperado da covid-19, mas durante sua internação teve uma série de quadros que culminaram em sua morte. “A imunidade dele baixou e ele contraiu três bactérias no hospital e teve a trombose que piorou o quadro, o pulmão ja não estava respirando mesmo com aparelho e o rim parou. Ele já não estava mais com covid” disse.