ABC deve manter escolas fechadas em setembro

Prefeituras mostram preferência em manter colégios fechados mesmo na rede estadual

Paula Cabrera com agências

As aulas no ABC deverão permanecer susoensas em toda a região no mês de setembro. Nesta quarta-feira (19/8), o governador João Doria (PSDB) justificou que o retorno das aulas, mesmo na rexe estadual, ficará a cargo de decisão de cada Prefeitura. Na região, Mauá, Santo André, São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande já haviam se manifestado pela manutenção das aulas on-line. São Bernardo e Diadema também confirmaram hoje que manterão escolas fechadas no próximo mês.
A Prefeitura de São Bernardo do campo publicou decreto em que afirma que não retomará as aulas presenciais em todas as escolas em 8 de setembro, mesmo que para reforço. O anúncio foi confirmado ainda pelo prefeito Orlando Morando (PSDB), em suas mídias sociais.
A decisão publicada no Diário Oficial diz que “fica vedada a realização de aulas de reforço presenciais nas redes de ensino públicas municipal, estadual e privada instaladas no município até que ocorra a autorização de retorno das aulas regulares nos respectivos estabelecimentos de ensino.” Segundo o Chefe do Executivo o principal motivo para a decisão foi garantir a segurança de todos. “A vida dos estudantes e suas famílias é nossa prioridade”, publicou o prefeito.
Diadema também confirmou que não permitirá o retorno das aulas neste momento. Por meio de nota, informou que o “município irá decretar a impossibilidade das escolas estaduais e da rede privada de Diadema voltarem no dia 8 de setembro.” 
A Secretária de Estado da Educação autorizou a abertura gradual das escolas nas cidades que estão na fase amarela do Plano São Paulo em duas datas distintas. A partir do dia 8 de setembro, a retomada atenderia apenas alunos com mais dificuldade de aprendizado em atividades de reforço. A retomada efetiva, mas ainda gradual e restrita do calendário letivo, é prevista para 7 de outubro.
Mas o Secretário de Educação Rossieli Soares destacou que os prefeitos podem criar calendários próprios e planos mais restritivos, com base nos dados epidemiológicos regionais. Se eventual decisão municipal diferir do calendário proposto pelo Estado, a medida local valerá para todas as escolas públicas e privadas daquela cidade. “Os municípios têm a possibilidade de fazer vetos por questões de saúde, mas todo o processo desenhado pelo Estado está mantido. Eles não podem autorizar a abertura das escolas antes do dia 8 de setembro”, disse. “Continuamos trabalhando em conjunto com os municípios e os protocolos anunciados nas últimas semanas”, reforçou.
Para retomar atividades presenciais a partir de 8 de setembro, as escolas devem estar em regiões que estão há 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. As unidades podem receber alunos para aulas de reforço, recuperação e atividades opcionais. Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o limite máximo é de até 35% dos alunos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, o limite máximo é de 20%.
O retorno oficial das aulas é previsto para 7 de outubro, o que só ocorrerá se 80% das regiões estiverem por 28 dias seguidos na fase amarela do Plano São Paulo. A retomada será gradual e, na primeira etapa, vai atingir até 35% dos alunos.